MUTUALISMOS
5 a 14 de março | ESTAR Conceito
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1080
Curadoria de Fernando Velázquez & Lucas Bambozzi (MOOLA)
Performance de abertura: 5 de março, às 17h
Corpo-Árvore, Coletivo (se)cura humana.
Dia 05: 11h e 15h visita guiada com os curadores; 17h performance de abertura.
Dia 06: 15h visita guiada Moola + Fabio Riff
Dia 09: 15h visita guiada Komatsu + Raquel Kogan e Lea van Steen + Felipe Craca
Dia 10: 11h visita guiada com os curadores; 17h Conversa com Jaqueline Apter. Ecologia: Como chegamos até aqui?
Dia 11: 15h visita guiada Monica Ventura + Sonia Guggisberg
Dia 12: 17h performance Luanna Jimenes.
Dia 13: 17h performance de encerramento Coletivo (se)cura humana.
Visitas guiadas diárias:
De segunda a sexta-feira: das 10:30h às 17:30h.
Sábado: das 10:30h às 15:30h.
Domingo: fechado.
Evento gratuito.
TEXTO CURATORIAL
A biosfera é entrelaçamento, interdependência, intercâmbio e cooperação.
Da matéria forjada nas primeiras estrelas vieram os elementos que hoje compõem a vida. A energia do sol sustenta a vida na Terra, desde as plantas, que produzem o ar que respiramos e se alimentam dos sais e minerais do solo, até nós, que ao final do ciclo retornamos à terra e rehabitamos o planeta transmutados.
Forças invisíveis a olho nu, como os campos magnéticos e a gravidade, regulam ventos, marés e oceanos, que por sua vez modulam o clima e os ritmos da vida. Assim, cada fenômeno existe em relação a incontáveis outros, em um encadeamento contínuo que conecta e afeta. E a água a ver com tudo. Se o rio seca, a floresta adoece. Se o solo empobrece, a colheita muda. Se uma espécie desaparece, uma rede inteira entra em alerta. O equilíbrio é sempre sutil e hoje sabemos que também somos parte ativa dessas tramas.
Nossos modos de viver, incluindo as tecnologias que criamos ao longo do tempo e hoje nos moldam, alteram e modificam as tramas da coexistência. E nossa jornada já deixa marcas indeléveis no planeta, que devolve sinais de seu próprio desatino com o antropocentrismo. O metabolismo do planeta se revela nas fricções entre sistemas, nos intervalos e nas passagens que tornam a vida possível. Há algo de profundamente líquido nesse processo. Como se estivéssemos imersos em um mesmo meio — um fluido amniótico compartilhado, onde cada gesto reverbera.
Aprender a perceber antes da ruptura e do colapso total é reconhecer que habitar o mundo é sempre interferir nele. De que forma, com qual escuta? Esta exposição parte da ideia de que viver é participar de uma rede contínua de mutualismos. O corpo não termina na pele, a paisagem não termina no horizonte, respirar é participar dessa química comum. Pois a natureza não esta mesmo fora de nós.
Fernando Velázquez e Lucas Bambozzi
Fevereiro, 2026
ARTISTAS E OBRAS (em breve!)
Albano Afonso
Anatomia da Luz (instalação)
André Komatsu
Disseminação Concreta (instalação)
Eder Santos
Uakti (vídeo)
Felipe Julián (Craca)
Saipotu Socipotu (instalação sonora)
Fernando Velázquez
Antropobsceno (instalação neon)
Francis Alÿs
Sometimes Making Something Leads to Nothing (vídeo/ação)
Lucas Bambozzi
Paisagens Rasgadas (instalação)
MOOLA (Fernando Velázquez, Lucas Bambozzi e Fabio Riff — convidado
especial)
Chocalho e o Acelerador de Partículas (objetos cinemáticos)
Monica Ventura
V, série Iná (pintura)
Raquel Kogan
Reflexão #3 (videoinstalação interativa)
(se)cura humana (Flavio Barollo, Jeferson Rogério, Malu Avelar, Odacy
Oliveira e Wellington Tibério)
Corpo-Árvore (performance)
Sonia Guggisberg
Ilhas Secas (instalação)

